quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Especial Star Trek - Parte 3: Filmes e spin-offs


Bom, primeiramente quero me desculpar por esse tempo que passei sem fazer postagens, estava ocupado com esse fim de ano, mas aqui vai a última parte do especial do aniversário de Star Trek, nessa parte vou falar dos filmes e spin-offs.

Filmes:
A Paramount Pictures começou a trabalhar em um filme de Star Trek em 1975 depois de vários pedidos do criador da série, Gene Roddenberry. O estúdio descartou o projeto dois anos depois à favor de uma nova série de televisão, Star Trek: Phase II, com o elenco original. Entretanto, depois do enorme sucesso de Star Wars e Close Encounters of the Third Kind, a Paramount mudou de ideia novamente, cancelando a produção da série e adaptando seu episódio piloto no filme de 1979 Star Trek: The Motion Picture. Outros cinco filmes estrelando o elenco original se seguiram. O elenco de Star Trek: The Next Generation estrelaram em outros quatro filmes. Um reebot e prequel da série de televisão original, intitulado simplesmente Star Trek, foi lançado em 2009.
NúmeroTítuloDiretorLançamento
1Star Trek: The Motion PictureRobert Wise7 de dezembro de 1979
2Star Trek II: The Wrath of KhanNicholas Meyer4 de junho de 1982
3Star Trek III: The Search for SpockLeonard Nimoy1 de junho de 1984
4Star Trek IV: The Voyage Home26 de novembro de 1986
5Star Trek V: The Final FrontierWilliam Shatner9 de junho de 1989
6Star Trek VI: The Undiscovered CountryNicholas Meyer6 de dezembro de 1991
7Star Trek GenerationsDavid Carson18 de novembro de 1994
8Star Trek: First ContactJonathan Frakes22 de novembro de 1996
9Star Trek: Insurrection11 de dezembro de 1998
10Star Trek NemesisStuart Baird13 de dezembro de 2002
11Star TrekJ. J. Abrams8 de maio de 2009
12Star Trek Into Darkness17 de maio de 2013

Deep Space Nine (1993-1999):
Star Trek: Deep Space Nine, ou DS9, se passa nos últimos anos e nos imediatamente seguintes da The Next Generation. Estreou em 3 de janeiro de 1993 teve sete temporadas e terminou em 2 de junho de 1999. Como a TNG, foi ao ar por sindicação. É a única série da franquia a se passar principalmente em uma estação espacial, ao invés de uma nave estelar. Ela se passa na estação cardassiana originalmente conhecida como Terok Nor, que foi renomeada Deep Space 9 pela Federação e colocada perto do planeta Bajor e do único buraco de minhoca estável conhecido, que dá acesso ao distante Quadrante Gama. O programa mostra a vida dos tripulantes da estação, liderados por Benjamin Sisko; interpretado por Avery Brooks; e Kira Nerys; interpretada por Nana Visitor. Elementos recorrentes em suas histórias estavam a repercussão da longa e brutal Ocupação Cardassiana em Bajor, o papel espiritual de Sisko para os bajorianos como Emissário dos Profetas e, em suas últimas temporadas, a guerra contra os DominionDeep Space Nine se diferencia das outras séries de Star Trek pelo seu estilo de seriado, conflitos entre a tripulação e temas religiosos; todos temas que foram aplaudidos por críticos e fãs porém foram proibidos por Roddenberry na série original e em The Next Generation. Mesmo assim, ele possuia conhecimento dos planos para DS9 antes de morrer, então esta foi a última série de Star Trek em que ele esteve conectado.
Voyager (1995-2001):
Star Trek: Voyager teve sete temporadas, indo ao ar de 16 de janeiro de 1995 até 23 de maio de 2001, lançando o canal UPN da Paramount. Apresenta Kate Mulgrew como a Capitã Kathryn Janeway, a primeira mulher oficial comandadante em papel principal em uma série de Star TrekVoyager se passa quase ao mesmo tempo que Deep Space Nine. O episódio piloto mostra a USS Voyager e sua tripulação perseguindo uma nave Maquis (classificados como rebeldes pela Federação). Ambas as naves são jogadas no Quadrante Delta, 70.000 anos-luz da Terra. Com uma viagem de volta estimada em 75 anos, a tripulação das duas naves devem aprender a trabalhar juntas para superar os desafios na longa e perigosa viagem de volta enquanto procuram meios para reduzir o tempo de viagem. Como DS9, as primeiras temporadas de Voyager mostram grandes conflitos entre os membros da tripulação. Tais conflitos surgem, na maioria das vezes, devido ao método de seguir o regulamento dos membros da Frota e os rebeldes fugitivos Maquis, forçados a trabalhar na mesma nave. Eventualmente, eles resolvem suas diferenças. Voyager é isolada dos muitos e familiares aspectos, elementos e espécies da franquia Star Trek, tirando aqueles pertencentes a tripulação. Isso permitiu a criação de várias novas espécies e histórias originais na série. As últimas temporadas, entretanto, abriram um fluxo de personagens e espécies dos programas anteriores, como os BorgQferengisromulanosklingonscardassianos e alguns membros do elenco de The Next Generation.
Enterprise (2001-2005):

Star Trek: Enterprise, originalmente intitulada de Enterprise, foi ao ar de 26 de setembro de 2001 até 13 de maio de 2005 e é uma prequel da série original, se passando 90 anos depois do voo de dobra de Zefram Cochrane e uma década antes da fundação da Federação. A série mostra como o primeiro contato com um extraterrestre levou os vulcanos a guiar a humanidade na criação da primeira nave de dobra 5, a Enterprise, comandada pelo Capitão Jonathan Archer; interpretado por Scott Bakula; e pela Subcomandante T'Pol; interpretada por Jolene Blalock. Por suas duas primeiras temporadas, Enterprise era mais episódica como The Original Series, The Next Generation e Voyager. A terceira temporada introduz o arco de história dos xindi, que foi,levado por toda a terceira temporada, trazendo um tom mais sombrio e serializado ao programa, algo que não era visto desde Deep Space Nine. A quarta temporada mostrou as origens de vários elementos comuns em outras séries, além de resolver alguns problemas de continuídade (alguns criados na própria série), mais notavelmente a discrepância entre a aparência dos klingons na série original e nos filmes e séries seguintes. Os arcos de histórias em sua última temporada duravam apenas dois ou três episódios. Os indíces de espectadores de Enterprise começaram altos, porém cairam rapidamente, algo que levou ao cancelamento do programa, no meio de sua quarta temporada. O cancelamento de Enterprise encerrou um período de 18 anos de produção ininterrupta de novos episódios de Star Trek, que começou com a The Next Generation em 1987.
Reboot:
Em 2007, a Paramount contratou um novo time criativo para reiniciar a franquia. Roteiristas Roberto Orci e Alex Kurtzman e o produtor J. J. Abrams receberam liberdade total para reinventar Star Trek. Um décimo primeiro filme, Star Trek, foi lançado em maio de 2009. O filme teve uma campanha de divulgação mirada nos não-fãs da série. Star Trek obteve sucesso de críticas e bilheteria, se tornando o filme da franquia mais rentável da história. Entre as realizações do filme, está o primeiro Oscar da série (Melhor Maquiagem). O elenco principal do filme têm contrato para mais duas sequências, com a primeira marcada para estrear em 2013.
Então é isso pessoal, vida longa e próspera!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Especial Star Trek - Parte 2: The Next Generation

Depois de TOS, a nova série da franquia Star Trek foi Star Trek: The Animated Series, uma série animada que foi produzida pela Filmation em associação com a Paramount e teve duas temporadas que foram ao ar nas manhãs de sábado de 1973 a 1974 na NBC, tendo 22 episódios de meia hora. A popularidade de Star Trek na sindicação levou a Paramount e Roddenberry a desenvolver uma nova série, Star Trek: Phase II, que seria um tipo de continuação da série original.
Infelizmente a Phase II não saiu do papel devido aos salários extremamente altos cobrados por William Shatner e Leonard Nimoy para fazer o filme Star Trek IV: The Voyage Home, assim os executivos da Paramount decidiram produzir uma nova série protagonizada por atores até então desconhecidos, assim surgiu Star Trek The Next Generation.

The Animated Series (1973–1974)
Star Trek: The Animated Series foi produzida pela Filmation e teve duas temporadas de 1973 até 1974, o formato animado permitiu que os produtores criassem cenários alienígenas e formas de vida mais exóticas, o reuso de cenas, músicas e também de erros de animação arranharam a reputação da série. A série apresentava quase todo o elenco da série original dando a voz para seus personagens, com a exceção de Pavel Chekov (Walter Koenig), que foi omitido devido ao orçamento, que não permitia o elenco completo. Ele foi substituído por dois personagens semi-regulares: Tenente Arex; um edosiano que tinha três braços e três pernas; e Tenente M'Ress, uma caitiana fêmea. James Doohan e Majel Barrett, além de fazerem a vozes de seus personagens, Montgomery Scott e Christine Chapel, faziam a vozes de Arex e M'Ress, respecticamente

Inicialmente, a Filmation iria usar apenas as vozes de William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, Doohan e Barrett. este dois últimos fariam as vozes de Sulu e Uhura. Nimoy se recusou a trabalhar na série se Nichelle Nichols e George Takei não fossem contratados, alegando que os personagens eram importantes devido ao fato de mostrarem a diversidade étnica do século XXIII.Koenig não foi esquecido, e mais tarde escreveu um episódio da série, se tornando o primeiro membro do elenco de Star Trek a escrever um episódio. Ele escreveu "The Infinite Vulcan", que tinha elementos do episódio da série original "Space Seed". 

Ao final da primeira temporada de Star Trek: The Next Generation, todas as licenças para os spin-offs de Star Trek foram renegociadas e The Animted Series foi essencialmente "descanonizada" pelo escritório de Gene Roddenberry. Os escritores dos romances, quadrinhos e jogos foram proíbidos de usar conceitos da série de animação em seus trabalhos.

The Next Generation (1987–1994):

Star Trek: The Next Generation, também conhecida como TNG, se passa aproximadamente um século após a série original. Ela apresenta uma nova nave estelar, a USS Enterprise-D e sua tripulação formada pelo Capitão Jean-Luc Picard (Patrick Stewart), Comandante William T. Riker (Jonathan Frakes), engenheiro chefe Geordi La Forge (LeVar Burton), oficial de segurança Tasha Yar (Denise Crosby), o primeiro klingon a entrar na Frota Estelar Worf (Michael Dorn), médica chefe Dra. Beverly Crusher (Gates McFadden), o andróide Data (Brent Spiner) e o filho da Dra. Crusher Wesley Crusher (Wil Wheaton) e a conselheira betazóide Deanna Troi (Marina Sirtis). A série estreou em 28 de setembro de 1987 e teve sete temporadas, terminando em 23 de maio de 1994. Teve os maiores indíces de audiência de qualquer série de Star TrekFederação passou por grandes mudanças internas em sua busca para explorar a galáxia, adicionando graus de complexidade e controvérsia a seus métodos, especialmente naqueles relacionados com a Primeira Diretriz. O Império Klingon e a Federação cessaram hostilidades e se tornaram aliados galáticos, com os Romulanos e os Borg assumindo o papel de grandes vilões.
The Next Generation foi responsável entre outras coisas por expandir o universo de Star Trek, criando novas raças e modificando algumas existentes, como os klingons. Entre elas podemos citar: Betazoids, Borgs, Cardassians, Ferengi, Trill e etc. Em termos de personagens destacam-se o sempre calculista capitão Jean-Luc Picard, Data, o andróide desprovido de emoções, Worf o primeiro klingon da frota e Q, a entidade onipotente,onipresente e onisciente vinda de uma dimensão chamada Continuun Q, que constantemente ameaça a tripulação da Enterprise usando seus poderes para fazer "joguinhos" com esta. Três atores do elenco principal da série original aparecem como seus famosos personagens em The Next GenerationDeForest Kelley como McCoy em "Encounters at Fairpoint", Leonard Nimoy como Spock em "Unification" e James Doohan como Montgomery Scott em "Relics". Mark Lenard interpreta Sarek em "Sarek" e Unification I" e Majel Barrett volta para fazer a voz do computador da Enterprise, além de interpretar a mãe de Deanna TroiLwaxana Troi.
                                                                  "Toda resistência é inútil" - Consciência Borg

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Especial Star Trek - Parte 1: The Original Series

Neste mês Star Trek faz 46 anos de existência, e eu, como trekker assíduo que sou, não poderia deixar de falar da maior franquia de ficção científica de todos os tempos (chupa essa Star Wars), para tanto decidi fazer um especial sobre Star Trek, para os fãs relembrarem os bons momentos e os que não conhecem se interessarem por essa grande paixão nerd, que é Star Trek.

Conceito, criação e história:

No começo de 1961, Gene Roddenberry, criador da série, fez um rascunho de uma série de ficção científica que se tornaria Star Trek. Apesar dele ter promovido a série como um faroeste no espaço, chamando-a de "vagão de trem para as estrelas", ele na verdade se inspirou em Gulliver's Travels, de Jonathan Swift, querendo que cada episódio tivesse dois níveis, uma história de suspense e aventura, e uma história que transmitisse um valor moral.
Em 1964, Roddenberry fez uma proposta para a série original de Star Trek para a Desilu Productions. O primeiro piloto, The Cage, estrelando Jeffrey Hunter como o Capitão Christopher Pike da nave estelar USS Enterprise, foi rejeitado pela emissora; entretanto, os executivos da Desilu ficaram impressionados com o conceito e fizeram a decisão incomum de encomendar um segundo piloto, "Where No Man Has Gone Before", que foi aceito.
A ameaça de cancelamento apareceu durante a segunda temporada da série. Os fãs da série, liderados por Bjo Trimble, conduziram uma campanha de cartas sem precedentes pedindo que a NBC mantivesse o programa no ar. A NBC renovou o programa, porém mudou o dia de exibição para sexta-feira e o orçamento foi reduzido. Roddenberry reduziu seu envolvimento na série antes do início da temporada para protestar contra a mudança de horário e foi substituído por Fred Freiberger, a série foi cancelada ao final de sua terceira temporada, apesar de protestos e outra campanha de cartas.

Quando o programa foi cancelado, a Paramount Pictures esperava recuperar suas perdas na produção vendendo os direitos do programa para a sindicação. A série começou suas reprises em 1969 e no final da década de 1970, já havia sido vendida para 150 mercados americanos e 60 internacionais. A série consegui um status cult e aumentou consideravelmente seu número de fãs pelo mundo.
The Original Series (1966–1969):
Star Trek, também conhecida como The Original Series ou TOS, estreou na NBC em 8 de setembro de 1966. A trama se passava no futuro e se baseava nas aventuras da nave estelar USS Enterprise em sua missão de cinco anos "para audaciosamente ir onde nenhum homem jamais esteve". A série possuia em sua elenco William Shatner como o Capitão James T. KirkLeonard Nimoy como SpockDeForest Kelley como Dr. Leonard McCoyJames Doohan como Montgomery ScottNichelle Nichols como UhuraGeorge Takei como Hikaru Sulu e Walter Koenig como Pavel Chekov
A tripulação da nave tinha como objetivo explorar novos mundos, pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve e era composta por pessoas de várias étnias e nacionalidades, o que criava uma incrível dinâmica entre os personagens, especialmente entre o trio Kirk, Spock e McCoy. 
Enquanto Spock, um Vulcano (raça alienígena cuja filosofia se baseia no detrimento das emoções pela razão científica) e oficial de ciências da nave, representava a lógica e a razão, McCoy (o médico da nave) representava o sentimentalismo e o romantismo intimista, enquanto que Kirk (o capitão) representava o equilíbrio entre os dois personagens, que constantemente brigavam na série.
Na maioria dos episódios, os tripulantes da Enterprise desciam à um planeta não mapeado e encontravam uma civilização alienígena, tendo sempre algum desafio à ser superado ao final do episódio.
Legado e curiosidades:

Uma subcultura inteira foi criada ao redor do programa, os chamados Trekkies ou Trekkers.

As convenções nerds foram inventadas pelos fãs de Star Trek  para poderem ver e ouvir seus ídolos, pegar autógrafos e demonstrar seu amor pela série, se vestindo como os personagens.

A franquia antecipou muitos dos aparelhos e da tecnologia usada atualmente, incluindo os celulares, Tablets, iPhones e afins (na série esses aparelhos eram representados pelos comunicadores e os Tricorders, usados para avaliar qualquer coisa - dos níveis de oxigênio à detecção de doenças).

Em 1976, após uma campanha de cartas, a NASA nomeou seu ônibus espacial protótipo de Enterprise. Anos mais tarde, a sequência de créditos iniciais de Star trek: Enterprise iria incluir cenas do ônibus espacial.

Além das inovações tecnológicas de Star Trek, uma de suas maiores e mais significantes contribuições para a história da televisão foi seu elenco multirracial e multicultural, isso se tornou comum na televisão a partir da década de 1980, porém nos anos 1960 isso era algo controverso e arriscado.

Também, controverso na época, foi o primeiro beijo interrracial planejado da história da televisão americana, entre Kirk e Uhura no episódio "Plato's Stepchildren".

O Klingon (tlhIngan Hol) é uma língua artística criada pelo linguista Marc Okrand para os filmes baseados na série americana de televisão Star Trek, alguns fãs da série estudaram e aprenderam a falar fluentemente a língua, e existem pelo menos três publicações em Klingon.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Estranho Mundo de H. P. Lovecraft

Olá, vou falar um pouco sobre um dos gênios da literatura de horror: H. P. Lovecraft!  
Biografia:

Howard Phillips Lovecraft (Providence, Rhode Island, 1890) foi um escritor norte-americano celebrizado por obras de fantasia e terror, marcadamente gótico, enquadrados por uma estrutura semelhante à da ficção científica.
Lovecraft foi o único filho de Winfield Scott Lovecraft, negociante de jóias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips, vinda de uma família notória que podia traçar suas origens directamente aos primeiros colonizadores americanos, casados numa idade relativamente avançada para a época.
Quando Lovecraft tinha três anos, seu pai sofreu um colapso nervoso e foi trazido de volta para o Butler Hospital, onde permaneceu por cinco anos até morrer em 19 de julho de 1898. É quase certo que o pai de Lovecraft morreu de paresia, causada pela sífilis.

Assim, ele foi criado pela mãe, Sarah, por duas tias, e por seu avô, Whipple van Buren Phillips. Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia seus próprios poemas aos seis. Seu avô encorajou os hábitos de leitura, tendo arranjado para ele versões infantis da Ilíada e da Odisséia, de Homero, e introduzindo-o à literatura de terror, ao apresentar-lhe clássicas histórias de terror gótico.
Enquanto menino, Lovecraft foi um tanto solitário e sofreu de doenças freqüentes, muitas, aparentemente, de natureza psicológica. Seu biógrafo, L. Sprague de Camp, afirmou que o jovem Howard sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele fosse sempre gelada ao toque. Devido à estes problemas, ele frequentou a escola apenas esporadicamente, mas lia bastante.

Os seus últimos anos de vida foram bastante difíceis. Em 1932, a sua amada tia Lillian Clark, com quem ele vivia, faleceu. Lovecraft mudou-se para uma pequena casa alugada com sua tia e companhia remanescente, Annie Gamwell, situada bem atrás da biblioteca John Hay. Para sobreviver, considerando-se que seus próprios textos aumentavam em complexidade e número de palavras (dificultando as vendas), Lovecraft apoiava-se como podia em revisões e "ghost-writing" de textos assinados por outros, inclusive poemas e não-ficção. Em 1936, a notícia do suicídio do seu amigo Robert E. Howardseu mais ávido correspondente, deixou-o profundamente entristecido e abalado. Nesse ano, a doença que o mataria (cancro no intestino) já avançara o bastante para que pouco se pudesse fazer contra ela. Lovecraft suportou dores sempre crescentes pelos meses seguintes, até que a 10 de Março de 1937 se viu obrigado a internar-se no Hospital Memorial Jane Brown. Ali morreria cinco dias depois. Contava então 46 anos de idade.

Temas recorrentes:

Muitos dos trabalhos de Lovecraft foram directamente inspirados por seus constantes pesadelos, o que contribuiu para a criação de uma obra marcada pelo subconsciente e pelo simbolismo. As suas maiores influências foram Edgar Allan Poe, por quem Lovecraft nutria profunda afeição, e Lord Dunsany, cujas narrativas de fantasia inspiraram as suas histórias em terras de sonho. Suas constantes referências, em seus textos, a horrores antigos e a monstros e divindades ancestrais acabaram por gerar algo análogo a uma mitologia, hoje vulgarmente chamada Cthulhu Mythos, contendo vários panteões de seres extra-dimensionais tão poderosos que eram ou podiam ser considerados deuses, e que reinaram sobre a Terra milhões de anos atrás. Entre outras coisas, alguns dos seres teriam sido os responsáveis pela criação da raça humana e teriam uma intervenção directa em toda a história do universo.
Era assumidamente conservador e anglófilo, sendo por isso habituais no seu estilo os arcaísmos e a utilização de vocabulário e ortografia marcadamente britânicos - fato que contribui para aumentar a atmosfera de seus contos, pois muitos deles contêm referências a personagens que viveram antes da independência das 13 Colónias, bem como a estabelecimentos comerciais existentes entre os séculos XVII e XVIII.

Leituras recomendadas:

The Tomb
Dagon
The Statement of Randolph Carter
The Cats of Ulthar
From Beyond
Azathoth
Herbert West–Reanimator
The Call of Cthulhu
The Dream-Quest of Unknown Kadath
The Case of Charles Dexter Ward
The Colour Out of Space
History of the Necronomicon
The Dunwich Horror
At the Mountains of Madness
The Shadow Over Innsmouth
The Dreams in the Witch House
The Shadow Out of Time 
                                             
"A emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos os medos é o medo do desconhecido."
(H.P. Lovecraft)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Top 10: Bandas alternativas

Bom, pra começar quero dizer que não sou um fã do rock alternativo, prefiro o rock clássico, porém o rock alternativo tem seus méritos, portanto irei fazer uma lista de 10 bandas de rock alternativo que você DEVE escutar (lembrando que a lista é minha opinião).

10 - The Cranberries 

The Cranberries é uma banda de rock alternativo irlandesa que ganhou notoriedade durante a década de 1990, vendendo mais de 14,5 milhões de álbuns nos Estados Unidos. Apesar de ser bem pop, também é considerada alternativa e tenho quase certeza que vocês já ouviram ao menos uma de suas músicas.
9 - Jane's Addiction

A banda nasceu na Califórnia, em 1985, com os amigos Perry Farrell (vocal), Eric Avery (baixo) e Dave Navarro (guitarra). Eles se reuniram para tocar rock’n’roll influenciado pelo hardcoremetalrock psicodélicofunk e até jazz, uma criatividade que era embalada ainda pelas letras de Farrel, que iam da ironia ao enigmático. Após a entrada do baterista Stephen Perkins, o grupo começou a fazer pequenos concertos na região e rapidamente chamou a atenção. Os fãs aumentavam a cada apresentação e as gravadoras faziam marcação cerrada no grupo.
8 - Foo Fighters

Foo Fighters é uma banda de rock alternativo dos Estados Unidos formada por Dave Grohl em 1995. Seu nome é uma referência ao termo "foo fighter", usado por aviadores na Segunda Guerra Mundial para descrever fenômenos aéreos misteriosos, considerados OVNIs. Dave Grohl passou quatro anos como baterista da banda grunge Nirvana,nesse período desenvolveu uma série de composições não divulgadas, uma forma de preservar a interação do grupo. Após a morte de Kurt Cobain em Abril de 1994, Grohl criou o Foo Fighters a gravou suas composições não divulgadas no disco de estréia da banda. Quatro de seus álbuns ganharam o Grammy por "melhor álbum de rock". O vídeo a seguir é hilário.
7 - Pixies

Os Pixies é uma banda norte-americana de rock alternativo formada em BostonMassachusetts em 1986. A sua música foi muito influenciada pelo punk e surf rock, e embora fosse bastante melódica, também era capaz de conter material mais pesado. Black Francis era o principal compositor e vocalista do grupo. Geralmente escrevia letras enigmáticas sobre temas pouco comuns, como OVNIs e o surrealismo. Referências a instabilidade mental, imagens bíblicas violentas, violência física e incesto são feitas em diversas músicas.Os Pixies são frequentemente catalogados de pioneiros do rock alternativo do início dos anos 90. Sem falar que uma de suas músicas toca no final do filme mais foda do universo: Clube da Luta.
6 - The Smiths

The Smiths foi uma banda de rock alternativo britânica formada em Manchester em 1982. A base principal do grupo era a parceria nas composições de Morrissey (vocal) e Johnny Marr (guitarra), a banda também incluía Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). A maioria dos críticos consideram como a banda de rock alternativo maior importancia a surgir no cenário britânico nos anos 80. A banda nasceu no início de 1982 e era formada inicialmente por Steven Patrick Morrissey, um grande fã da banda New York Dolls e da banda punk rock The Nosebleeds, e pelo guitarrista John Maher, que posteriormente mudou seu nome para Johnny Marr para não ser confundido com John Maher baterista dos BuzzcocksO nome da banda foi escolhido como uma maneira de contrapor os nomes pomposos e extravagantes usados por bandas de synthpop que estavam em voga no início dos anos 1980, tais como Orchestral Manoeuvres in the Dark e Spandau Ballet. Em uma entrevista em 1984 Morrissey afirmou que escolheu o nome The Smiths "... porque era um nome comum" e porque ele imaginava que era "... o tempo em que pessoas comuns do mundo mostrariam seus rostos."
5 - The Cure


The Cure é uma banda de rock inglesa formada em 1976 em Crawley, Inglaterra. Robert Smith é o líder da banda e único elemento constante desde a sua formação, além de se manter responsável sozinho por sua direcção musical, sendo produtor, cantor, compositor e multi-instrumentista. Aclamados no final dos anos 1980 e princípio da década seguinte, com diversos álbuns que alcançaram grande exposição e popularidade, passaram a ser negligenciados pela imprensa na segunda metade dos anos 1990. Com a chegada do novo século, a banda foi reconhecida mundialmente como uma das mais influentes do rock alternativo moderno. 
A música dos The Cure tem sido categorizada como rock gótico , subgénero do rock alternativo, como uma das principais bandas, no entanto, Robert Smith disse em 2006 que "é patético quando o 'gótico' ainda se cola ao nome The Cure", considerando o sub-género "incrivelmente estúpido e monótono. Verdadeiramente lastimoso". Ainda assim, Smith afirma que "não somos categorizáveis. Suponho que fossemos pós-punk quando aparecemos, mas na totalidade é impossível. Eu só toco 'música Cure', seja lá o que isso for.
4 - Sonic Youth

Sonic Youth foi uma banda de rock alternativo norte-americana, formada no ano de 1981, em Nova Iorque. Sua ultima formação foi Thurston Moore (vocais e guitarra), Lee Ranaldo (vocais e guitarra), Kim Gordon (baixo, guitarra e vocais), Mark Ibold (baixo) e Steve Shelley (bateria). O grupo possui um estilo musical que mistura rock alternativo, elementos de noise,post-punk e composições avant garde. Ícone da música e da cultura alternativa norte-americana, seu estilo é considerado bastante peculiar e criativo, fundamentado em experimentações melódicas, com influências do punk rock e do hardcore. No inicio de sua carreira, o Sonic Youth foi associado com a cena No Wave de Nova Iorque. Sendo integrada à primeira onda de bandas norte-americanas de noise rock, o Sonic teve sua própria interpretação da filosofia punk, mais focada no estilo "faça você mesmo" do que no som em si. Eles conquistaram um sucesso moderado no mainstream, e são considerados um dos grupos pioneiros do rock alternativo. O Sonic Youth foi inspirado nas sinfonias de guitarra de Glenn Branca (com o qual boa parte da banda já tocou), no proto-punk de The Stooges, The Velvet Underground e MC5, na poesia punk de Patti Smith, o Krautrock de Can, o psicodélico-garage rock do 13th Floor Elevators, assim como compositores avant-garde, como John Cage. Muitas vezes a banda é aclamada por redefinir o que uma guitarra pode fazer, ao utilizar uma variedade de afinações alternativas e modificar o instrumento, com objetos inusitados, como baquetas e chaves de fenda como forma de alterar seu timbre.
3 - The White Stripes 

The White Stripes foi uma banda de dupla de rock norte-americana, formada no ano de 1997 em Detroit, Michigan, composta porJack White (compositor, vocalista, guitarrista, pianista) e Meg White (bateria, percussão e vocal de apoio). Eles são conhecidos pelo seu som lo-fi e simplicidade nas composições e arranjos, notoriamente inspirados pelo punk e pelo blues rock, pelo folk rock e pela música country. No inicío, a banda chamou a atenção pela sua preferência por antiquados equipamentos de gravação. Com poucas exceções, Jack White tem demonstrado que vai continuar usando amperes e pedais de 1960Várias gravações são feitas bastante rapidamente, para shows ao vivo, o duo também nunca prepara definir as suas listas para shows, acreditando que planejamento demasiado perto iria arruinar a espontaneidade das suas performances. Vermelhobranco e preto, são as cores da banda, e de acordo com Jack, a mais poderosa combinação de cor de todos os tempos, da Coca-Cola até uma bandeira nazistaJack tem enfatizado a importância que o número três tem para a banda, citando-o como inspiração não só para os seus uniformes tricolor, mas a sua abordagem descendente para comparar o que ele considera os três elementos da canção: narrativasmelodia e ritmo
2 - R.E.M.

R.E.M. foi uma banda de rock norte-americana formada em AthensGeórgia, em 1980, pelo vocalista Michael Stipeguitarrista Peter Buckbaixista Mike Mills e pelo baterista Bill Berry. Uma das primeiras bandas populares do rock alternativo, o R.E.M. ganhou atenção, em seus primórdios, devido aos arpejos de guitarra de Peter Buck e aos vocais de Stipe. No começo dos anos 1990, quando o rock alternativo começou a experimentar algum sucesso no mainstream, o R.E.M. foi visto como pioneiro no gênero. Em 21 de setembro de 2011, foi anunciado o fim oficial da banda através de uma nota no site do grupo.

1 - The Velvet Underground

The Velvet Underground foi uma influente banda de rock norte-americana, formada em 1964 por Lou Reed (voz e guitarra), Sterling Morrison (guitarra), John Cale (baixo), Doug Yule (que substituiu Cale em 1968), Nico (voz), Angus MacAlise (bateria) e Maureen Tucker (que substituiu Angus MacAlise). O Velvet Underground foi uma banda de vanguarda da década de 60, caracterizada por um estilo experimental, pouco comercial para a época. A banda alcançou, por este motivo, durante seus poucos anos de existência, apenas uma pequena fração do reconhecimento público quanto ao grande mérito criativo e inventivo que hoje a faz ser citada unanimemente pela crítica especializada como um dos poucos grupos realmente essenciais da história do rock'n'roll. Parte deste pouco reconhecimento experimentado, no entanto, deve-se ao contato dos membros do grupo com outros grandes nomes da vanguarda artística novaiorquina, e, em especial, com o artista plástico estadunidense Andy Warhol, que se dizia cansado da pintura e promovia incursões por outros campos artísticos como a música e o cinema em sua The Factory. Warhol agregou a seu redor um grande grupo de artistas independentes daquele período através desta postura, incluindo Lou Reed, Nico, e todo o grupo; mas sua influência sobre a banda por vezes é mal interpretada: há uma tendência equivocada a considerá-lo uma espécie de "mentor intelectual" do grupo quando, na verdade, grande parte das canções deste já haviam sido escritas (e por consequência, sua proposta artística já estava definida) antes do contato com ele. Andy Warhol, apesar de financiador, nunca exerceu grande influência sobre os temas a serem abordados nas músicas ou sobre a estética melódica em si, de forma que uma relação entre a música de Lou Reed e a Pop Art de Warhol seria, na melhor das hipóteses, extremamente sutil; um reflexo da convivência entre os artistas, apenas. No entanto ele teve forte influência em um importante episódio da história da banda: inclusão de Nico como vocalista em seu álbum de estréria, que ocorreu por imposição de Andy Warhol, mesmo sob protestos de membros do grupo. Como uma forma de objeção o nome do grupo no primeiro álbum foi "The Velvet Underground & Nico", excluindo-a, de certa forma, da banda. Logo após o lançamento do álbum "White Light/White Heat" a banda se desligaria tanto de Nico quanto de Andy, no entanto.
Menções honrosas: Incubus, Soundgarden, Alice In Chains, Faith No More, Yeah Yeah Yeahs, Hüsker Dü, Queens Of The Stone Age, Stone Temple Pilots, The Jesus and Mary Chain, Joy Division, Bloc Party, Kaiser Chiefs, Snow Patrol, The Strokes, Echo & the Bunnymen, Nine Inch Nails, INXS, Gorillaz, Siouxsie and the Banshees e etc.